terça-feira, 6 de outubro de 2026

ELEIÇÕES DE 04 DE OUTUBRO DE 2026 CÂMARA, SENADO E ALESP.

Esta é mais publicação histórica no meu Blog. Servirá de fonte para consultas para aqueles que, daqui a alguns anos, quiserem saber das ocorrências e dos resultados das eleições de outubro de 2026, em São Paulo e no Brasil.

Como a eleição deste domingo, 04 de outubro de 2026 no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, mostrou resultados surpreendentes, sendo eleitos, em ambas as casas, uma grande maioria de candidatos de direita, e não sendo reeleitos vários “figurões” da esquerda, os olhares do Brasil passaram a mirar com bastante atenção o que começa a acontecer em Brasília.

Os mandatos de Hugo Motta (como presidente da Câmara dos Deputados) e de Davi Alcolumbre (como presidente do Senado Federal) na Mesa Diretora vencem em fevereiro de 2027, ao término do biênio 2025–2026.

Logo mais abaixo, estão os detalhes sobre os mandatos de cada um.

 

Senado Federal

A eleição de 2026 definiu 54 senadores para mandatos pelos próximos oito anos. Do total de parlamentares que já ocupavam a casa, 32 tentaram a reeleição: 14 deles conseguiram, mas 18 não renovaram os seus mandatos.

Veja, abaixo, a situação de cada um que tentou a reeleição:

Reeleitos

  • Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Cid Gomes (PSB-CE)
  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Eduardo Gomes (PL-TO)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Marcelo Castro (MDB-PI)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

Não reeleitos

  • Ângelo Coronel (Republicanos-BA)
  • Carlos Fávaro (PSD-MT)
  • Carlos Viana (PSD-MG)
  • Chico Rodrigues (PSB-RR)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Leila Barros (PDT-DF)
  • Marcos do Val (Avante-ES)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Soraya Thronicke (PSB-MS)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Weverton (PDT-MA)
  • Zenaide Maia (PSD-RN)
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Doze não disputaram eleições 2026

  • Confúcio Moura (MDB-RO)
  • Fernando Dueire (PSD-PE)
  • Flávio Arns (PSB-PR)
  • Giordano (Podemos-SP)
  • Irajá (PSD-TO)
  • Ivete da Silveira (MDB-SC)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Luís Carlos Heinze (PP-RS)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)

 

Situação do Presidente do Senado Federal

Davi Alcolumbre

·         Cargo na Mesa: Presidente do Senado.

  • Fim do mandato da presidência: fevereiro de 2027 (eleito em 1º de fevereiro de 2025 para o biênio 2025–2026).
  • Mandato parlamentar: Como senador pelo Amapá, o mandato de senador de Alcolumbre foi iniciado em 1º de fevereiro de 2015 e tem duração de 8 anos, encerrando-se em fevereiro de 2023. A duração do mandato de Alcolumbre no Senado: 2015 a 2023 foi um mandato; ele foi reeleito em 2022 para o período de 2023 a 2031. Portanto, seu mandato como senador da República segue até fevereiro de 2031.

 

Câmara dos Deputados

Situação do Presidente da Câmara Federal

Hugo Motta (Câmara dos Deputados)

  • Cargo na Mesa: Presidente da Câmara.
  • Fim do mandato da presidência: fevereiro de 2027 (eleito em 1º de fevereiro de 2025 para o biênio 2025–2026).
  • Mandato parlamentar: Como deputado federal pela Paraíba, o mandato regular na legislatura depende dos resultados das eleições gerais de 2026.

Hugo Motta (Republicanos-PB) foi reeleito nas eleições de 04/10/2026 para mais um mandato na Câmara dos Deputados.

  • Votação: O parlamentar e atual presidente da Câmara obteve mais de 121 mil votos (com parciais indicando cerca de 123.949 votos válidos na reta final da apuração) pela Paraíba.
  • Mandato: A reeleição garante a ele o quinto mandato consecutivo na Casa, com atuação prevista para a legislatura de 2027 a 2031.
  • Cenário familiar: No mesmo pleito, seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), concorreu a uma vaga ao Senado pela Paraíba, mas terminou a disputa em terceiro lugar, ficando fora das duas vagas conquistadas por João Azevedo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

 

Deputados famosos que não se elegeram

Nomes conhecidos da política paulista voltaram às urnas nas eleições de 2026, mas não conseguiram uma vaga na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) neste domingo (4).

Entre os candidatos que ficaram de fora estão José Dirceu (PT), Rui Falcão (PT), Paulo Teixeira (PT), Orlando Silva (PT), Janaina Paschoal (PP) e Valeria Bolsonaro (PL).

Na disputa pela Câmara, Rui Falcão foi o mais votado entre os nomes da lista que não conseguiram uma cadeira, com 106.443 votos. Logo atrás aparece Paulo Teixeira, com 106.062.

José Dirceu, que voltou a disputar uma eleição após anos fora das urnas, recebeu 78.450 votos e também não foi eleito. Orlando Silva teve 78.098 votos.

A votação individual, no entanto, não determina sozinha quem consegue uma cadeira na Câmara dos Deputados ou na Alesp. As duas eleições seguem o sistema proporcional, que leva em consideração os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas para definir quantas vagas cada partido ou federação conquista.

Por isso, um candidato pode receber mais votos individualmente do que outro e, ainda assim, não ser eleito.

São Paulo elegeu neste domingo 70 deputados federais e 94 deputados estaduais.

Na disputa federal, Lucas Pavanato (PL) foi o candidato mais votado, com 3.038.438 votos, seguido por Erika Hilton (PSOL), com 1.596.472, e Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107.

O PL conquistou 17 das 70 cadeiras paulistas na Câmara dos Deputados. O PT elegeu 11 parlamentares, enquanto Podemos, MDB e PSOL ficaram com cinco cada.

Na disputa estadual, Eduarda Campopiano (PL) liderou a votação, com 1.956.238 votos. Eduardo Suplicy (PT) ficou em segundo lugar, com 654.627, e Sofia Fávero (PSOL), em terceiro, com 407.773.

Não se elegeram deputados federais:

  • Rui Falcão (PT) - 106.443
  • Paulo Teixeira (PT) - 106.062
  • José Dirceu (PT) - 78.450
  • Orlando Silva (PT) - 78.098
  • Missionário José Olímpio (PL) - 52.030
  • Victor Ruiz (PP) - 46.804
  • Janaina Paschoal (PP) - 46.773
  • Nabil Bonduki (PT) - 46.075
  • Dra. Nise Yamaguchi (PL) - 42.758
  • Professor Marco Antônio Villa (MDB) - 31.579
  • Major Palumbo (PP) - 31.270
  • Delegado da Cunha (União) - 26.497
  • Thiago Ávila (REDE) - 21.423
  • Padre Kelmon (PL) - 21.411

Não se elegeram deputados estaduais:

  • Valeria Bolsonaro (PL) - 51.274
  • Mara Gabrilli (PSD) - 48.372

José Dirceu – considerações importantes.

José Dirceu, o maior e mais antigo figurão do PT, não foi eleito deputado federal por São Paulo nas eleições de 2026.

Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa como O Globo e pela CNN Brasil, o ex-ministro da Casa Civil obteve cerca de 78,4 mil votos no primeiro turno realizado em 4 de outubro de 2026.

Detalhes da Eleição

  • Votação: 78.450 votos registrados em São Paulo.
  • Desempenho da Federação: A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) conquistou 11 vagas no estado, mas o desempenho de Dirceu o deixou fora do número de cadeiras obtidas, situando-o na suplência.
  • Retorno às urnas: Esta foi a primeira candidatura de José Dirceu a um cargo eletivo em mais de duas décadas, após recuperar seus direitos políticos.

 

Com essas informações já podemos imaginar como e quantas serão as negociações para as candidaturas nas eleições de fevereiro para as presidências da Câmara e do Senado. Tudo indica que os atuais presidentes, Alcolumbre e Motta, farão de tudo para manterem-se,  nas presidências que ocupam, já que são muito ligados ao STF e ao presidente Lula e vivem constantemente em negociações com o Palácio do Planalto, para tirarem vantagens pessoais em tudo que fazem.

 

É isso!

 

ELI DOS REIS,

de Ribeirão Preto.

 


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