terça-feira, 6 de outubro de 2026

ELEIÇÕES DE 04 DE OUTUBRO DE 2026 CÂMARA, SENADO E ALESP.

Esta é mais publicação histórica no meu Blog. Servirá de fonte para consultas para aqueles que, daqui a alguns anos, quiserem saber das ocorrências e dos resultados das eleições de outubro de 2026, em São Paulo e no Brasil.

Como a eleição deste domingo, 04 de outubro de 2026 no Senado Federal e na Câmara dos Deputados, mostrou resultados surpreendentes, sendo eleitos, em ambas as casas, uma grande maioria de candidatos de direita, e não sendo reeleitos vários “figurões” da esquerda, os olhares do Brasil passaram a mirar com bastante atenção o que começa a acontecer em Brasília.

Os mandatos de Hugo Motta (como presidente da Câmara dos Deputados) e de Davi Alcolumbre (como presidente do Senado Federal) na Mesa Diretora vencem em fevereiro de 2027, ao término do biênio 2025–2026.

Logo mais abaixo, estão os detalhes sobre os mandatos de cada um.

 

Senado Federal

A eleição de 2026 definiu 54 senadores para mandatos pelos próximos oito anos. Do total de parlamentares que já ocupavam a casa, 32 tentaram a reeleição: 14 deles conseguiram, mas 18 não renovaram os seus mandatos.

Veja, abaixo, a situação de cada um que tentou a reeleição:

Reeleitos

  • Alessandro Vieira (MDB-SE)
  • Carlos Portinho (PL-RJ)
  • Cid Gomes (PSB-CE)
  • Eduardo Braga (MDB-AM)
  • Eduardo Gomes (PL-TO)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Jaques Wagner (PT-BA)
  • Lucas Barreto (PSD-AP)
  • Marcelo Castro (MDB-PI)
  • Marcio Bittar (PL-AC)
  • Plínio Valério (PSDB-AM)
  • Rogério Carvalho (PT-SE)
  • Styvenson Valentim (Podemos-RN)
  • Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB)

Não reeleitos

  • Ângelo Coronel (Republicanos-BA)
  • Carlos Fávaro (PSD-MT)
  • Carlos Viana (PSD-MG)
  • Chico Rodrigues (PSB-RR)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Eliziane Gama (PSD-MA)
  • Esperidião Amin (PP-SC)
  • Fabiano Contarato (PT-ES)
  • Leila Barros (PDT-DF)
  • Marcos do Val (Avante-ES)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Randolfe Rodrigues (PT-AP)
  • Renan Calheiros (MDB-AL)
  • Soraya Thronicke (PSB-MS)
  • Vanderlan Cardoso (PSD-GO)
  • Weverton (PDT-MA)
  • Zenaide Maia (PSD-RN)
  • Zequinha Marinho (Podemos-PA)

Doze não disputaram eleições 2026

  • Confúcio Moura (MDB-RO)
  • Fernando Dueire (PSD-PE)
  • Flávio Arns (PSB-PR)
  • Giordano (Podemos-SP)
  • Irajá (PSD-TO)
  • Ivete da Silveira (MDB-SC)
  • Jayme Campos (União-MT)
  • Jorge Kajuru (PSB-GO)
  • Luís Carlos Heinze (PP-RS)
  • Oriovisto Guimarães (PSDB-PR)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Rodrigo Pacheco (PSB-MG)

 

Situação do Presidente do Senado Federal

Davi Alcolumbre

·         Cargo na Mesa: Presidente do Senado.

  • Fim do mandato da presidência: fevereiro de 2027 (eleito em 1º de fevereiro de 2025 para o biênio 2025–2026).
  • Mandato parlamentar: Como senador pelo Amapá, o mandato de senador de Alcolumbre foi iniciado em 1º de fevereiro de 2015 e tem duração de 8 anos, encerrando-se em fevereiro de 2023. A duração do mandato de Alcolumbre no Senado: 2015 a 2023 foi um mandato; ele foi reeleito em 2022 para o período de 2023 a 2031. Portanto, seu mandato como senador da República segue até fevereiro de 2031.

 

Câmara dos Deputados

Situação do Presidente da Câmara Federal

Hugo Motta (Câmara dos Deputados)

  • Cargo na Mesa: Presidente da Câmara.
  • Fim do mandato da presidência: fevereiro de 2027 (eleito em 1º de fevereiro de 2025 para o biênio 2025–2026).
  • Mandato parlamentar: Como deputado federal pela Paraíba, o mandato regular na legislatura depende dos resultados das eleições gerais de 2026.

Hugo Motta (Republicanos-PB) foi reeleito nas eleições de 04/10/2026 para mais um mandato na Câmara dos Deputados.

  • Votação: O parlamentar e atual presidente da Câmara obteve mais de 121 mil votos (com parciais indicando cerca de 123.949 votos válidos na reta final da apuração) pela Paraíba.
  • Mandato: A reeleição garante a ele o quinto mandato consecutivo na Casa, com atuação prevista para a legislatura de 2027 a 2031.
  • Cenário familiar: No mesmo pleito, seu pai, Nabor Wanderley (Republicanos), concorreu a uma vaga ao Senado pela Paraíba, mas terminou a disputa em terceiro lugar, ficando fora das duas vagas conquistadas por João Azevedo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB).

 

Deputados famosos que não se elegeram

Nomes conhecidos da política paulista voltaram às urnas nas eleições de 2026, mas não conseguiram uma vaga na Câmara dos Deputados ou na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) neste domingo (4).

Entre os candidatos que ficaram de fora estão José Dirceu (PT), Rui Falcão (PT), Paulo Teixeira (PT), Orlando Silva (PT), Janaina Paschoal (PP) e Valeria Bolsonaro (PL).

Na disputa pela Câmara, Rui Falcão foi o mais votado entre os nomes da lista que não conseguiram uma cadeira, com 106.443 votos. Logo atrás aparece Paulo Teixeira, com 106.062.

José Dirceu, que voltou a disputar uma eleição após anos fora das urnas, recebeu 78.450 votos e também não foi eleito. Orlando Silva teve 78.098 votos.

A votação individual, no entanto, não determina sozinha quem consegue uma cadeira na Câmara dos Deputados ou na Alesp. As duas eleições seguem o sistema proporcional, que leva em consideração os votos recebidos pelos candidatos e pelas legendas para definir quantas vagas cada partido ou federação conquista.

Por isso, um candidato pode receber mais votos individualmente do que outro e, ainda assim, não ser eleito.

São Paulo elegeu neste domingo 70 deputados federais e 94 deputados estaduais.

Na disputa federal, Lucas Pavanato (PL) foi o candidato mais votado, com 3.038.438 votos, seguido por Erika Hilton (PSOL), com 1.596.472, e Sâmia Bomfim (PSOL), com 583.107.

O PL conquistou 17 das 70 cadeiras paulistas na Câmara dos Deputados. O PT elegeu 11 parlamentares, enquanto Podemos, MDB e PSOL ficaram com cinco cada.

Na disputa estadual, Eduarda Campopiano (PL) liderou a votação, com 1.956.238 votos. Eduardo Suplicy (PT) ficou em segundo lugar, com 654.627, e Sofia Fávero (PSOL), em terceiro, com 407.773.

Não se elegeram deputados federais:

  • Rui Falcão (PT) - 106.443
  • Paulo Teixeira (PT) - 106.062
  • José Dirceu (PT) - 78.450
  • Orlando Silva (PT) - 78.098
  • Missionário José Olímpio (PL) - 52.030
  • Victor Ruiz (PP) - 46.804
  • Janaina Paschoal (PP) - 46.773
  • Nabil Bonduki (PT) - 46.075
  • Dra. Nise Yamaguchi (PL) - 42.758
  • Professor Marco Antônio Villa (MDB) - 31.579
  • Major Palumbo (PP) - 31.270
  • Delegado da Cunha (União) - 26.497
  • Thiago Ávila (REDE) - 21.423
  • Padre Kelmon (PL) - 21.411

Não se elegeram deputados estaduais:

  • Valeria Bolsonaro (PL) - 51.274
  • Mara Gabrilli (PSD) - 48.372

José Dirceu – considerações importantes.

José Dirceu, o maior e mais antigo figurão do PT, não foi eleito deputado federal por São Paulo nas eleições de 2026.

Segundo informações divulgadas por veículos de imprensa como O Globo e pela CNN Brasil, o ex-ministro da Casa Civil obteve cerca de 78,4 mil votos no primeiro turno realizado em 4 de outubro de 2026.

Detalhes da Eleição

  • Votação: 78.450 votos registrados em São Paulo.
  • Desempenho da Federação: A Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) conquistou 11 vagas no estado, mas o desempenho de Dirceu o deixou fora do número de cadeiras obtidas, situando-o na suplência.
  • Retorno às urnas: Esta foi a primeira candidatura de José Dirceu a um cargo eletivo em mais de duas décadas, após recuperar seus direitos políticos.

 

Com essas informações já podemos imaginar como e quantas serão as negociações para as candidaturas nas eleições de fevereiro para as presidências da Câmara e do Senado. Tudo indica que os atuais presidentes, Alcolumbre e Motta, farão de tudo para manterem-se,  nas presidências que ocupam, já que são muito ligados ao STF e ao presidente Lula e vivem constantemente em negociações com o Palácio do Planalto, para tirarem vantagens pessoais em tudo que fazem.

 

É isso!

 

ELI DOS REIS,

de Ribeirão Preto.

 


sábado, 3 de outubro de 2026

Um resumo histórico da situação no Brasil na véspera da Eleição Presidencial

 

Pesquisas da Polymarket e Kalshi mostram vitória de Flávio

Segundo o articulista Fábio Matos da Revista Oeste, de 01 de outubro de 2026, “A 3 dias da eleição, chance de Flávio vencer vai a 62% no Polymarket”, o candidato do PL ao Palácio do Planalto abriu 25 pontos de vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Maiores informações a respeito, leia a Oeste da data retro indicada.

Evidentemente essa situação coloca Lula e sua equipe de campanha eleitoral em polvorosa, e isto detona a busca de argumentos e estratégias de convencer seu eleitorado a permanecer com ele, já que novos eleitores ele não consegue mais.

Segundo Pedro Arbex, do Brazil Journal, de 01 Out 2026, “Na reta final da mais palpitante eleição dos últimos anos, com os números obscenamente apertados entre os dois principais candidatos, a Polymarket e a Kalshi estão dando a vitória para Flávio Bolsonaro.”  E diz mais: “Na Kalshi, Flávio Bolsonaro aparece hoje com 61% de chances de vencer a eleição, enquanto Lula tem 39% de probabilidade. Na Polymarket, os números são parecidos. Flávio aparece com 62% de chances, contra 38% de Lula.”

Acusação da PF e ABIN devido governo Lula muito preocupado com derrota.

A Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) emitiram um alerta sobre uma possível operação psicológica coordenada pela Casa Branca em conjunto com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) visando uma nova tentativa de desestabilização institucional no contexto das eleições de 2026.

Alerta de Segurança e Fechamento de Embaixada

  • Ação dos EUA: O governo de Donald Trump ordenou a suspensão do atendimento presencial na Embaixada dos EUA em Brasília e nos consulados no país citando "questões de segurança".
  • Reação das Autoridades: A medida gerou preocupação em órgãos de inteligência brasileiros sobre uma possível narrativa externa para influenciar o pleito e questionar a lisura do processo eleitoral.
  • Acionamento Jurídico: A Advocacia Geral da União (AGU) acionou a Polícia Federal para investigar supostos repasses e articulações internacionais ligados a campanhas de pressão contra o Supremo Tribunal Federal (STF).

Contexto Político e Eleitoral

  • Eleições 2026: O pleito ocorre em clima de alta polarização, com a disputa presidencial na reta final e votação marcada para o dia 4 de outubro.
  • Situação de Jair Bolsonaro: O ex-presidente Jair Bolsonaro cumpre pena de prisão (em regime domiciliar por questões de saúde) após condenação definitiva pelo STF por trama golpista em 2025, estando com os direitos políticos suspensos e impedido de receber visitas, inclusive dos filhos, e impedido de votar.
  • Candidatura de Flávio Bolsonaro: O senador e filho mais velho de Jair Bolsonaro concorre à Presidência da República no lugar do pai, tendo como uma das bandeiras a proposta de anistia aos condenados por acusações de atos golpistas.

Esta pesquisa de posicionamentos na data de pré-eleição, bem como das ações desesperadas de Lula e sua equipe de campanha eleitoral, vão ficar para a história, e aqui ficará também, meu registro que a partir de amanhã será um fato histórico para as eleições presidenciais do futuro.

 

Abraços a todos,

 

 

Eli dos Reis,

de Ribeirão Preto.


quarta-feira, 8 de julho de 2026

Ribeirão 170 anos: excelência no topo, colapso na base



Hoje vou repostar o artigo de um eminente empresário ribeirão-pretano, detentor de grande prestígio e consideração pelas diversas atividades e empresas que comandou enquanto esteve envolvido.

Foi executivo em diversas empresas ao longo de sua vida empresarial. Em cada uma de suas áreas de atuação, desenvolveu conglomerados industriais.
Destacou-se nos setores de bens de capital à frente da Zanini Equipamentos Pesados SA, indústria de bebidas com a Refrescos Ipiranga, e no setor agroindustrial dirigindo a Usina Santa Elisa.

Recentemente publicou um artigo referindo-se à cidade onde sempre esteve atuante, Ribeirão Preto, referindo-se à educação básica pública do município. Área que de a muito tempo, tem chamado a atenção dos cidadãos de bem do município.

Mas, não vou discorrer muito sobre seu artigo.

Convido todos que leiam suas considerações a seguir:




Ribeirão 170 anos: excelência no topo, colapso na base.

Maurílio Biagi Filho


Há algo profundamente errado em Ribeirão Preto. E talvez o mais grave seja que muita gente ainda não tenha percebido ou tenha preferido não perceber. A cidade que ostenta hospitais e medicina de excelência, universidades respeitadas, agronegócio bilionário, tecnologia, pesquisa, riqueza e protagonismo nacional está fracassando justamente naquilo que define o futuro de qualquer sociedade: a educação básica pública.

Chegamos aos 170 anos celebrando títulos, rankings e indicadores positivos de qualidade de vida. Em levantamento recente do IPS (Índice de Progresso Social), apareceu entre as melhores do Brasil para se viver entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, atrás apenas de Curitiba entre todas as capitais e grandes cidades avaliadas.

O orgulho é legítimo. Ribeirão construiu uma história admirável baseada em trabalho, empreendedorismo, inovação e capacidade de transformação. Tornou-se referência nacional em saúde, ciência, tecnologia, agronegócio e formação profissional. Mas justamente por conhecermos o potencial da cidade, é impossível deixar passar esta data tão simbólica sem chamar atenção para um problema sério, urgente e que precisa mobilizar toda a sociedade. Que qualidade de vida é essa quando milhares de crianças não conseguem aprender português e matemática no nível mínimo esperado?

A pergunta é incômoda, mas os dados são irrefutáveis. Existe um abismo escondido atrás dos prédios modernos, dos condomínios fechados, dos congressos médicos, das feiras de agronegócio e dos discursos otimistas sobre desenvolvimento. Porque enquanto uma parte da cidade prospera, outra está sendo silenciosamente desamparada dentro das salas de aula.

O contraste se torna ainda mais cruel quando se observa a realidade do ensino privado da cidade. Ribeirão Preto abriga algumas das escolas mais sofisticadas do país, com estruturas de primeiro mundo, metodologias importadas, tecnologias estrangeiras, ensino bilíngue, intercâmbios internacionais e mensalidades altíssimas. Enquanto uma parcela dos jovens tem acesso ao que existe de mais moderno na educação global, milhares de crianças da rede pública ainda lutam para alcançar competências básicas de alfabetização.

O jornalista Cristiano Pavini, por meio de levantamentos, análises e estudos publicados pelo portal Farolete, pelo Instituto Ribeirão 2030 e repercutidos inclusive pelo Jornal da USP, vem há anos alertando para o agravamento dos nossos indicadores educacionais. Os números são alarmantes e incompatíveis com a grandeza de Ribeirão Preto. Apesar de me recusar a acreditar nisso, as estatísticas mostram com clareza e falam por si só.

No Indicador Criança Alfabetizada, a rede municipal registrou em 2025 um dos piores desempenhos do estado de São Paulo. No Saresp, Ribeirão despencou para posições constrangedoras em português e matemática entre centenas de municípios paulistas. Milhares de jovens chegam ao Ensino Médio carregando defasagens enormes. Muitos entram praticamente condenados a disputar a vida em desigualdade permanente.

E aqui está a pergunta que deveria constranger toda a cidade: como Ribeirão Preto consegue formar médicos, pesquisadores, empresários e cientistas reconhecidos internacionalmente, mas falha em ensinar uma criança a ler, interpretar um texto e resolver operações básicas? Isso não é apenas um problema administrativo. É um colapso social em câmera lenta.

Porque nenhuma cidade permanece rica, forte ou desenvolvida quando abandona sua base educacional. Não existe potência econômica sustentada sobre analfabetismo funcional. Não existe futuro competitivo quando parte da juventude cresce sem acesso mínimo ao conhecimento.

Talvez a maior contradição de Ribeirão Preto esteja justamente aí: a cidade admira seus títulos de excelência enquanto ignora a deterioração silenciosa da educação pública municipal. E essa enfermidade não começou agora. Desde 2011, os indicadores globais do IDEB apresentam estagnação ou retrocesso na rede municipal. Trata-se de um problema estrutural que atravessou governos, discursos, gestões e promessas.

A verdade é dura: Ribeirão Preto está produzindo uma geração inteira de crianças e adolescentes que talvez jamais consigam alcançar o próprio potencial porque o sistema falhou com elas. E quando uma cidade falha com suas crianças, ela falha consigo mesma.
E Ribeirão possui praticamente tudo aquilo que outras cidades gostariam de ter: universidades fortes, pesquisadores, arrecadação relevante, capital humano qualificado, influência política e capacidade técnica. Falta menos estrutura do que coragem. Coragem para admitir que a situação saiu do aceitável. Coragem para abandonar medidas superficiais e meramente midiáticas. Coragem para transformar educação em prioridade absoluta e permanente.

Talvez tenha chegado o momento de Ribeirão Preto reconhecer aquilo que muita gente evita dizer em voz alta: a educação básica pública está na UTI, respirando por aparelhos.

Esse problema não pertence apenas ao prefeito Ricardo Silva, à Secretaria da Educação ou aos professores. Pertence à cidade inteira. Pertence ao setor empresarial que reclama da falta de mão de obra qualificada. Pertence às universidades, que precisam se aproximar mais da rede básica. Pertence às famílias, às entidades de classe, às igrejas, à Câmara Municipal, à defensoria pública, enfim, à sociedade…

Claro que reconhecemos os muitos motivos para comemorar os 170 anos do município, que possui relevância regional e nacional, mas entendemos que amor verdadeiro por uma cidade também significa reconhecer seus problemas com honestidade e responsabilidade. Por isso, é necessária esta reflexão.

Mas também nesse aniversário temos que cumprimentar todos os ribeirão-pretanos que ajudaram, e ajudam, a construir a força econômica, social e humana desta cidade extraordinária. Cumprimentarmos carinhosamente também o nosso atual prefeito Ricardo Silva, que talvez tenha diante de si uma das missões mais difíceis e transformadoras da história recente da nossa cidade. Além do legado que já está construindo, sua gestão pode ser marcada por uma reviravolta épica na educação básica…é jovem e inteligente!

Temos a plena consciência de que educação é um setor complexo, desafiador e cercado de obstáculos. Muitos outros governantes já tentaram avançar nessa área e encontraram limitações, resistências e enormes dificuldades. Mas toda grande transformação começa justamente quando alguém decide enfrentar aquilo que parece impossível.

Existe uma frase popular que diz que, quando se está na lanterna, não há mais como cair: só resta começar a subir. E talvez esse seja o momento de Ribeirão Preto encarar a realidade. Pior do que está, dificilmente pode ficar.

Toda crise gera oportunidade. E talvez a maior oportunidade desta cidade esteja exatamente em promover uma verdadeira revolução na educação básica pública. Mas isso exigirá prioridade absoluta, coragem política, mobilização social, determinação e disposição para enfrentar desgastes inevitáveis. Toda mudança séria provoca desconforto e inevitavelmente descontenta muita gente. Toda ruptura com modelos antigos gera resistência.

Os próximos 170 anos de Ribeirão Preto não serão decididos apenas pelo agronegócio, pela medicina, pela tecnologia ou pelo empreendedorismo. Serão decididos dentro das salas de aula. E a pergunta que fica é inevitável: Ribeirão Preto terá coragem de encarar essa verdade agora ou continuará empurrando com a barriga enquanto o futuro fica comprometido diante de seus olhos? E tem uma outra pergunta importante, como uma cidade que tem um índice de qualidade de vida tão alto pode ter ainda 100 comunidades, popularmente conhecidas como favelas, com condições precárias de sobrevivência? Mas este é um assunto para um próximo artigo.




Maurílio Biagi Filho, Empresário

Contato: assessoria@maubisa.com.br




Artigo republicado com prévia autorização e mediante consulta.

-er. 08/07/2026

quinta-feira, 28 de maio de 2026

CV, PCC, INSS, MASTER e YPÊ acabarão com a reeleição de Lula?

 

Quando, nas eleições na Venezuela, o “candidato MADURO”, vendo que perdia na votação, para uma oposição sofrida e perseguida, e que, a continuarem as apurações teria uma derrota humilhante, sem pensar duas vezes, mandou suspender as apurações e declarou-se vencedor, eu dizia aos mais próximos de mim, esquerdistas e direitistas, que Lula não hesitaria em fazer a mesma coisa aqui no Brasil, com a cara mais lavada do mundo, dizendo estar defendendo a democracia.

Os esquerdistas davam um sorriso de aprovação, já os de direita, diziam que eu estava louco.

De lá para cá, muita coisa mudou, não para o lado bom, infelizmente para o lado torpe da perseguição de Alexandre e seu STF corrompido, num governo esquerdista e ideológico ao extremo, de comportamento de uma ditadura sem disfarces.

A esquerda brasileira de há muito perdeu seu escrúpulo, tornou-se em ditadura sem disfarces, assombrosamente arrogante, para o lado mau e antidemocrático ao extremo.

Como tudo, sempre tende a piorar, a corrupção andava de vento em popa, com o achaque aos aposentados vindo à tona de forma avassaladora, mas, o governo e Lula, tentando fazer vistas grossas, como se nada fosse tão alarmante quanto roubar de idosos frágeis e ignorantes.

A coisa andava escandalosamente avacalhada pelos lados de Lula. Sua parentela, irmão, filho, nora, seus amigos, colegas de partido, enfim, toda sua gangue envolvida na roubalheira sem fim, do dinheiro dos idosos e idosinhas aposentados, que dependiam desses trocados que recebiam todo mês.

Mas, a volúpia em roubar esses infelizes era tanta, parecendo que para o governo, era coisa insignificante. Até que as apurações começaram a tornar-se consistentes contra o filho Lulinha, que esse fato fez com que o presidente dissesse para quem quisesse ouvir, o que vai a seguir.

Principais pontos da fala de Lula (texto com reprodução de IA):

  • Cobrança de explicações: Lula afirmou ter chamado Lulinha ao Palácio do Planalto para cobrar explicações sobre sua relação com Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", apontado como operador do esquema.
  • Posicionamento sobre investigação: Lula declarou: "Se tiver filho meu metido nisso, ele será investigado" e "vai pagar o preço se estiver envolvido", ressaltando que a lei deve ser aplicada a todos.
  • Conversa particular: Relatou ter dito ao filho que apenas ele sabe a verdade e que, se houvesse algo errado, ele teria que assumir as consequências e se defender.
  • Defesa da investigação: Lula afirmou que o escândalo foi descoberto pelo seu governo através da Controladoria Geral da União (CGU) e da PF.

Após todas essas falas, Lula passou, com todo seu séquito de seguidores, a tentar jogar as responsabilidades da roubalheira do INSS ao seu antecessor Presidente Bolsonaro. O filho suspeito de participar, evadiu-se do Brasil, estando morando hoje na Espanha, onde, inclusive, já tem até empresa registrada. Com certeza tem usado dinheiro roubado dos idosos brasileiros, para uma vida tranquila em solo espanhol.

Como era de se esperar no Congresso Nacional, não se conseguiu dar andamento na CPI DO INSS, com os aliados de Lula fazendo o possível e o impossível para barrar as investigações. E até agora, têm conseguido. Não se consegue dar andamento no Congresso, e no STF não deixam as apurações se aprofundarem.

Terrível, não?

Mas, tem mais, enquanto tudo isso aqui descrito acontecia, um outro escândalo se aprofundava e explodiria na cara de todo mundo: Banco Master.

E este, com número muito maior de governistas, ministros, esposas e parentes de ministros, políticos do Centrão, da Esquerda, do Palácio do Planalto, enfim, quase todos eles, se não estão envolvidos, tem algum “chegado” lambuzado até o pescoço. Àqueles que estranharem o termo, deixo aqui uma explicação (usando para tanto uma visão geral criada por IA): "meu chegado" é uma gíria brasileira popular usada para se referir a um amigo próximo, camarada, parceiro ou confidente. A expressão denota intimidade, carinho e confiança, sendo sinônimo de alguém muito ligado a você por convivência ou afinidade.

Nos meus escritos, tenho me referido à grande aglomeração de envolvidos nesse escândalo, como facção criminosa, formada principalmente por políticos de mau caráter, e, pasmem, até integrantes de facções criminosas tradicionais, como PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho).

Nos últimos dias muito se tem falado que uma das pautas da agenda de Lula com Trump, era o pedido para que PCC e CV não fossem enquadradas como organizações terroristas. Justamente o presidente que as defende ao ponto de afirmar que os traficantes (das duas organizações) são vítimas dos viciados. Veja só, ele afirmou que "seria mais fácil combater os nossos viciados internamente" e que "os usuários são responsáveis pelos traficantes, que são vítimas dos usuários também. Entretanto, aqui no Brasil fala em combate ao tráfico, e assim, de olho nas eleições, Lula lança mais um pacote contra o crime organizado. Será mais um faz de conta para estar bem frente ao governo de Trump e fazendo de conta que combaterá seus aliados das facções criminosas.

Estas duas, mais a facção PT, formam o que de pior se tem no nosso Brasil atualmente.

Ser mau caráter deixou de incomodar aqueles que o são, quando exposto à sociedade. Para falar a verdade, parece que se sentem enaltecidos por estarem envolvidos com a ladroagem. No Master, a coisa aumentou pelos lados do STF, com envolvimentos de Alexandre de Moraes e esposa, José Antônio Dias Toffoli e parentes, Gilmar Mendes, e outros do STF, que com o aprofundamento das investigações, deverão ser acrescentados na lista de intocáveis lambuzados.

Não obstante Toffoli tenha segurado o mais que pode as investigações, devido ao grande clamor por apurações, o próprio STF numa atitude que nunca foi explicada, tirou o caso de suas mãos e passou para as mãos do Ministro André Mendonça.

Com Mendonça à frente, as apurações começaram a importunar de forma avassaladora, Moraes e Toffoli, que andam querendo, a qualquer custo tirar o protagonismo de André, já que as investigações da Polícia Federal, a cada dia que passa, complica cada vez mais os dois “Figurões Masterianos”.

Já Lula faz o que pode para jogar mais este caso nas costas de Bolsonaro, abriu uma grande política para “fritar” Toffoli e Moraes, porque tenta não ver sua candidatura ser vinculada a mais esta roubalheira desenfreada no seu governo. Interessante notar que, “nunca na história de um país” um governante, seu partido e seus aliados estivessem envolvidos em tantos escândalos e roubalheiras sem fim, com tamanho volume de dinheiro roubado, de tantas entidades e pessoas. Pessoas estas as mais carentes e necessitadas do país: Os aposentados, inválidos, viúvas e por aí vai.

Ao lado do andamento das investigações dos casos “Roubalheira dos Aposentados” e “Banco Master” temos visto a tentativa desesperada de Lula se desvincular de ambos os episódios para tentar chegar ainda limpo às eleições. Nesta ênfase de se limpar, ele tentou nos dias recém passados, uma ação estratégica a nível internacional, qual seja ser recebido por Trump para marcar uma movimentação de força, frente ao um país que ameaça a soberania do Brasil.

Assim, divulgou sua iniciativa, partiu para a ação, viajou, e... Bingo!

Deu tudo errado!

Sua viagem virou fiasco. Não conseguiu uma coisa muito simples a qualquer normal, que seria dar um abraço. Trump se esquivou desse intento do presidente, fez a pedido uma reunião a portas fechadas, não houve, para atender Lula, a entrevista ao final do encontro, ficando para nosso presidente fazer um pronunciamento fiasco, a jornalistas pré-definidos pela equipe presidencial com perguntas escolhidas previamente.

Resumo da ópera: Somente Lula acredita que os brasileiros o estejam considerando um Estadista. Coitado.

Regressando ao Brasil, novo escândalo. A Ypê tem seus produtos suspensos pela Anvisa mediante acusações esquisitas, mas que, em ato contínuo a fabricante bolsonarista, conseguiu suspender, sem precisar recolher os lotes denunciados.

Mais um dia e vem a suspeita de tentativa de favorecimento aos produtos da Minuano, que pertence à Flora, empresa dos irmãos Batista, da J&F. Este assunto ainda está repercutindo, nas mídias sociais muita coisa está sendo comentada e muito mais ainda virá, pois, esses dois irmãos sempre estão sendo ajudados pelo presidente e integrantes de seu governo. Justamente um governo que sempre diz que tira dos ricos para dar aos pobres, sempre faz o contrário, é sempre o trabalhador que “dança com as atitudes de Lula”.

Em todos os escândalos até aqui abordados, notou-se um grande esforço do presidente em manter certa distância dos fatos, não se pronunciando sobre os casos, e quando o faz, quando diz algo sobre, sempre usa em sua fala a intenção de “jogar a culpa no colo do presidente que o antecedeu”, como se nada tivesse a ver com ele, presidente atual.

A intenção clara e evidente é a de não macular sua imagem em virtude das eleições de outubro. Mas não está conseguindo sucesso. As pesquisas não param de ser feitas e Flávio Bolsonaro já tem 48,1% e Lula soma 40,3% no segundo turno em São Paulo, diz Paraná Pesquisas, segundo matéria publicada no Estadão, seção Conteúdo, em 18 abr2026- 16h43, (atualizado às 17h41).

Ainda segundo o Estadão, no primeiro turno, os dois candidatos aparecem em empate técnico, com vantagem numérica para o senador.

Com tudo isso acontecendo, os brasileiros não acreditando mais no atual governo como nunca aconteceu, com o STF todo enrolado em corrupção deslavada, o TSE nas mãos de um Ministro que, segundo se diz, não é de esquerda, com Trump pressionando e o caso do Banco Master bombando, Lula está vendo sua candidatura indo pelo ralo.

Numa visão geral criada por IA, a possibilidade de o Presidente Lula desistir da reeleição em 2026 é debatida nos bastidores políticos, com aliados e analistas considerando essa opção caso pesquisas indiquem alta rejeição e risco de derrota. Segundo a Gazeta do Povo, existem até possíveis substitutos caso ele não seja candidato:

Camilo Santana: Atual Ministro da Educação e ex-governador do Ceará.

Fernando Haddad: Atual Ministro da Fazenda, ex-pior prefeito de São Paulo e candidato do PT à presidência em 2018; e

Geraldo Alckmin (PSB): Atual Vice-presidente, ex-governador de São Paulo.

Mas, embora outubro ainda esteja um pouco longe, muita coisa poderá acontecer até lá e quem sabe o eleitor não leve em conta essa roubalheira generalizada e até vote em Lula, contrariando as pesquisas e a ideia geral de que o CV, o PCC, o INSS, o BANCO MASTER e a YPÊ teriam força para acabar com a reeleição de Lula.

Não custa esperar.

E torcer.

 

 

ELI DOS REIS,

de Ribeirão Preto, São Paulo.




NOTA: Este artigo de minha autoria, foi publicado no blog "O Blog do Werneck - Onde você encontra de tudo um pouco", em 22 de maio de 2026, sexta-feira, está sendo republicado aqui no meu blog, sob autorização, desde que em data posterior à publicação original naquele, onde sou articulista, com publicações regulares de opinião ou análise, nas colunas "DEPOIMENTOS & OPINIÕES" e "Economia Descomplicada".


domingo, 17 de maio de 2026

"SISBAJUD" A era do bloqueio bancário permanente chegou.

 Neste domingo a jornalista Karina Michelin, Instagram "karinamichelin", karinamichelin.com, publicou em seu perfil no Instagram, um artigo deveras preocupante.

Está aberta mais uma era de bloqueios, fiscalizações, monitoramentos, rastreamentos e confiscos aos brasileiros de bem, aqueles que produzem, trabalham e não vivem das bolsas do governo; não são aqueles que compõe as gangues de roubalheira desenfreada, ligados aos partidos políticos, ou ligados ao governo, nem fazem parte da família do presidente, normalmente envoltos em escândalos financeiros; ou, ainda, não é integrante de facções criminosas, narcotraficantes.

Estes aí acima listados, não são e nunca serão alvo das novas medidas implementadas.

A estes sempre nada acontece. Vivem livres, leves e soltos.

Bem, vamos lá à matéria da Karina:


O Brasil acaba de entrar oficialmente na era do bloqueio bancário permanente.


Entre os dias 11 e 15 de maio de 2026, o CNJ assinou acordos com bancos do sistema financeiro - incluindo Caixa, Banco do Brasil, Itaú, Nubank e XP - para implementar a nova fase do SISBAJUD, o sistema de bloqueio judicial integrado aos bancos.

O sistema agora opera com monitoramento contínuo, retenção automática de valores e rastreamento permanente de contas ligadas ao CPF do cidadão.

E o que está sendo criado vai muito além de uma simples penhora online - o seu dinheiro pode desaparecer da conta em segundos.

Salário, PIX, aposentadoria, transferência, pensão, pagamento recebido… enfim, tudo passa a ser rastreado em tempo real pelo sistema judicial financeiro.

Tudo passa a ser monitorado dentro da engrenagem automatizada do Judiciário financeiro.

O mais alarmante é que os bancos terão até 2 horas para cumprir ordens judiciais emitidas digitalmente. Ou seja; a decisão sai - e a conta pode ser parcialmente congelada quase imediatamente.

E, enquanto tribunais celebram isso como “modernização” e “eficiência”, cresce o número de relatos de brasileiros atingidos antes mesmo de conseguirem exercer uma defesa efetiva.

Na teoria, salários e verbas alimentares possuem proteção legal em diversas situações previstas no Código de Processo Civil. Na prática, primeiro o Estado bloqueia; depois, o cidadão tenta provar que precisava daquele dinheiro para sobreviver.

O que está surgindo no Brasil não é apenas um sistema eletrônico de execução judicial, o que está sendo criado é um modelo de execução judicial automatizada e massiva, conectado diretamente ao sistema bancário nacional, no qual o Estado ganha poder instantâneo sobre a vida financeira de cada indivíduo.

A digitalização da Justiça brasileira está deixando de ser apenas burocracia eletrônica e começando a assumir contornos de vigilância financeira permanente.

E o mais assustador é que isso está acontecendo diante dos olhos de todo mundo - sendo normalizado como se fosse apenas “modernização do sistema e evolução tecnológica” da Justiça brasileira...


Gostaram?


Eu como sou amante das coisas certas, gostei muito da exposção do que passa a acontecer, MAS, detestei ser uma medida que atinge apenas aqueles que são honestos, normalmente de direita, defensor de princípios cristãos, que trabalham e produzem para o crescimento do nosso país.


Como seu leitor contumaz, deixei lá no seu artigo, meu comentário:


Incrível esse nosso país, terrível esse nosso governo. Em meio às maiores aberrações jurídicas, em meio aos maiores roubos nunca apurados, desvios financeiros enormes, em meio ao total desgoverno, mais uma vez aqueles que trabalham, que produzem, enfim, que levam o país para a frente, serão bloqueados, fiscalizados, monitorados, rastreados e confiscados. Já os integrantes das facções, os componentes das gangues das roubalheiras generalizadas, roubos dos aposentados, rombos bilionários do Master, levam a vida no modo livres, leves e soltos, sem nada acontecer a eles. Sem devoluções dos roubos praticados, sem investigações sérias e sem confiscos. Esse Brasil precisa ser mudado. Precisamos de um novo Congresso Nacional e uma Reforma do Judiciário, ambas mudanças TÊM que acontecer URGENTEMENTE!


É isso!

Abraço a todos.


ELI DOS REIS,

de Ribeirão Preto, SP.



Artigo de "Karina Michelin, originalmente publicado no Instagram, "karinamichelin", karinamichelin.com, neste domingo, 17/05/2026.

terça-feira, 9 de dezembro de 2025

Trenzinhos da alegria: Até quando a perturbação?

     Em uma atitude firme e responsável o nosso prefeito municipal, na tarde de hoje, deixou bem claro aos proprietários e funcionários dos trenzinhos da alegria de Ribeirão Preto, que se a lei que regulamenta o setor não for cumprida, serão aplicadas providências severas, tais como advertências, multas, apreensão do trenzinho, cassação da licença.

     Aqueles que não se adequarem ou insistirem em operar fora da lei, serão impedidos de desfilarem pelas ruas e avenidas e poderão até ser recolhidos pela RP Mobi.

    Em sua fala, que circulou com bastante rapidez nas redes sociais na tarde desta terça feira, o prefeito Ricardo Silva foi bem claro e enfatizou que será rígido, e que fará aplicar com rigor a legislação pertinente.

Vários foram os canais que publicaram matérias a respeito. Um dos que fizeram isso com bastante clareza e rapidez foi o "portalrpsp", cuja matéria republicamos a seguir:




    "O prefeito de Ribeirão Preto, Ricardo Silva, reuniu-se nesta terça-feira (09/12) com proprietários e funcionários dos trenzinhos da alegria da cidade para tratar das constantes infrações cometidas por parte dessas empresas. O encontro contou também com a presença da Fiscalização Geral, representada pelo Major Braz, além da Guarda Civil Metropolitana, Polícia Militar e RP Mobi, órgão responsável pelo trânsito no município.

    Durante a reunião, o prefeito foi direto ao afirmar que não serão mais tolerados descumprimentos à legislação municipal, reforçando que a atividade dos trenzinhos deve obedecer integralmente às normas em vigor para garantir segurança e respeito à população.

    A Lei dos Trenzinhos: o que diz a legislação em Ribeirão Preto

    Ribeirão Preto possui uma legislação específica para regulamentar o serviço, a Lei Municipal nº 13.030/2013, criada para organizar o funcionamento dos trenzinhos da alegria e evitar abusos.

    Entre os principais pontos da lei, estão:

    Proibição de músicas sensuais e conteúdos de duplo sentido, determinando que a programação seja adequada ao público infantil.
    Obrigatoriedade de cadeirinhas para crianças menores de 7 anos, além de regras de segurança para embarque e desembarque pelo lado direito da via.
    Limitação de horários de funcionamento, especialmente em áreas residenciais, para evitar perturbação do sossego.
    Fiscalização permanente, realizada pela Prefeitura com apoio da PM, GCM e RP Mobi, e canais de denúncia abertos à população.
    Penalidades rígidas, que vão desde advertências e multas até apreensão do veículo e cassação da licença.
    Regularização obrigatória em 30 dias

    O prefeito também anunciou que os trenzinhos que ainda não possuem alvará de funcionamento terão 30 dias para regularização. Após esse prazo, veículos irregulares serão impedidos de circular e poderão ser apreendidos.

    Outro ponto discutido foi a questão dos “seguidores dos trenzinhos”, crianças e adolescentes que acompanham os veículos correndo pelas ruas. A prática, além de perigosa, tem causado transtornos ao trânsito e oferece riscos à integridade física desses jovens."

    A matéria teve grande repercussão, atingindo considerável número de curtidas e diversos comentários, em sua grande maioria apoiando e aplaudindo a postura do prefeito municipal nesta atitude.

    De minha parte também aplaudo o senhor prefeito, pois, a matéria desde muito tempo tem incomodado muitos e preocupado a grande maioria da população pela forma que estes veículos expõe as crianças e adolescentes a perigos que a lei não cumprida procura eliminar.


    Eli dos Reis,

    de Ribeirão Preto.





Matéria original publicada por portalrpsp, em 09/12/2025, 21:30hs. Texto entre aspas duplas e foto de sua autoria.

ribeiraopretosp.com.br 



sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Carta aberta do Instituto Lexum ao Ministro Barroso.

A presente Carta Pública ao Ministro Luís Roberto Barroso, foi publicada em 09/10/2025 às 20:51, na coluna DIREITO E JUSTIÇA, do Jornal da Cidade On Line, que tem em seu slogan a frase "Um jornal consciente não abre mão do seu direito de crítica".

Um belo texto que merece ser lido e ter sobre ele uma crítica mais apurada e, quem sabe, estender o que se depreende nele aos demais MINISTROS da corte torpe em que se transformou o STF, Supremo Tribunal Federal.

Uma corte  composta de NÃO JUÍZES, aliás, de não juízes que não o são porque nem conseguiram passar num dos concursos públicos dos quais participaram, para chegarem a receber o direito de ocuparem a denominação de Juiz, como poderia ser se aprovado fosse.

A carta aberta do Instituto Lexum foi produzida em agosto de 2025. Está atualíssima.

Sem mais delongas, vamos a ela, vamos ao texto:

“De todas as estratégias possíveis, a mais covarde é a fuga disfarçada de cansaço.

A história está repleta de engenheiros de ruínas que, ao verem o castelo desmoronar, saem pela porta dos fundos, de fininho, como se nada tivessem a ver com os escombros. Mas não, ministro Barroso - o senhor não vai sair assim.

Sabe por quê? Porque cada rachadura no prestígio da Suprema Corte brasileira carrega sua digital. Cada voto em que o juiz se fez legislador, cada frase em que a moral pessoal se travestiu de princípio constitucional, cada vez que a toga pesou mais do que o texto -tudo isso tem sua assinatura intelectual, moldada lá nos tempos de UERJ, quando o senhor, encantado com a living constitution, decidiu ensinar ao país que a Constituição era um romance em construção, escrito por intérpretes iluminados. De uma linha de pensamento ativista, porém respeitável, da tradição jurídica norte-americana, passamos a conviver com um neoconstitucionalismo tupiniquim, com uma demão de verniz acadêmico, mas que bem poderia ser batizado de doutrina do 'perdeu, Mané, não amola'.

A prometida 'recivilização' do país, por um autodeclarado iluminista, se concretizou em autoritarismo galopante.

Pois bem, o romance virou panfleto. A Corte virou trincheira. A Constituição, peça de ocasião. E agora, quando o país finalmente percebe o que aconteceu, o senhor cogita ir embora?

Não, Barroso. Isso não seria prudente. Seria simbólico. E o símbolo que se formaria seria implacável: o autor de uma doutrina que prometeu redenção, mas entregou autoritarismo revestido de empáfia, agora tenta escapar do veredito histórico.

Não como um magistrado que se despede após o serviço cumprido - mas como quem abandona o navio ao ouvir o estalo da madeira.

Roberto Campos, ao comentar a correção monetária, confessou ter criado um carneiro que virou um bode. Ele não se esquivou. Ele olhou para a distorção de sua ideia original e assumiu a paternidade do monstro. Já o senhor, quer sair de cena sem sequer reconhecer que o bode constitucional que nos coube nos últimos anos tem os traços exatos do seu neoconstitucionalismo messiânico.

Portanto, ministro, fique. Fique para ver a extensão da obra. Fique para explicar a erosão da legitimidade. Fique para ouvir a crítica dos que ainda acreditam que juízes devem julgar, não governar. Fique para entender que o Supremo não é palanque nem púlpito.

Ou então saia.

Mas saiba: sua saída não será apenas uma aposentadoria precoce.

Será uma confissão."



Publicado aqui por:


Eli dos Reis,

Ribeirão Preto.






Publicação original:

https://www.jornaldacidadeonline.com.br/noticias/74546/carta-publica-ao-ministro-luis-roberto-barroso

09/10/2025 às 20:51